Segunda-feira, 2 de Junho de 2008

Propostas

 

As nossas propostas
 
As nossas propostas, resultam da análise que fizemos do espaço que escolhemos para o nosso projecto. Pensamos nelas à medida que íamos avançando nos contactos, no conhecimento da zona.
 
Concluímos, nesse levantamento que há propostas criativas e não criativas, e que ambas são necessárias para o que está mal, mude! . Gostaríamos que estas medidas fossem concretizadas para se poder passar para outras ainda mais criativas.
 
Passamos a expor, brevemente, as nossas ideias não criativas e criativas.
 
 
Ideias não criativas
 
Numa determinada fase do nosso trabalho, decidimos registar no nosso blog que concorre às Cidades Criativas, ideias não criativas! São ideias que pela sua evidência deveriam ser postas em prática! Continuamos a pensar, passados meses desse post, que há medidas de base que são essenciais para o equilíbrio de uma cidade, de uma zona de uma cidade. O caso da zona de Miguel Bombarda não é muito diferente de outros no Porto. Fomos, talvez, mais sensíveis pela visibilidade que a área tem, pela importância até para o turismo e para todos aqueles que, ligados aos artistas expostos nos visitam.
Aqui vão algumas medidas, fáceis de aplicar:
 
  • remoção regular do lixo
  • limpeza da rua
  • mais iluminação
  • acabar com o trânsito automóvel
  • alargamento dos passeios
 
Não são propostas criativas, mas são absolutamente fundamentais para que a zona de Miguel Bombarda se torne numa zona mais equilibrada. Depois de concretizadas, todos poderemos dar mais liberdade às ideias criativas!
 
 
Ideias criativas
 
Do levantamento que fizemos dos problemas e das potencialidades da zona apresentamos algumas propostas. Foram sendo construídas ao longo do tempo, no contacto com a realidade. Parecem-nos simples, mas quando as partilhámos com alguns interessados, mostraram-se pessimistas. Mas nós acreditamos!
 
A maior parte das nossas propostas envolve as pessoas e a forma de se organizar. Tendo em conta o espaço – Porto antigo – não faria sentido apresentarmos projectos arquitectónicos arrojados. Por outro lado, percebemos que as grandes mudanças passam pelas pessoas, pela forma de se organizarem e relacionarem. E a criatividade pode aparecer aqui, nesta área das relações humanas.
 
Seguem-se as ideias que pensamos ajudar a resolver os problemas da zona de Miguel Bombarda, trazendo as pessoas para este centro de cultura e de arte contemporânea.
  
 
Cobertura amovível e acessibilidades
 
Uma das questões que se colocam, sobretudo no Outono e Inverno é o efeito do mau tempo no conforto de quem percorre a rua Miguel Bombarda. Pensamos que, transformada em rua pedonal, Miguel Bombarda poderá ser um espaço onde esplanadas e outros equipamentos tornem possível que as pessoas permaneçam na rua, convivendo, mesmo com mau tempo.
 
Numa reestruturação da zona, devem estar previstas as condições que permitam que as pessoas com deficiência tenham acesso às galerias e lojas como qualquer outro cidadão.
 
 
Manter o comércio tradicional e fixar a população
 
Pode parecer uma contradição, mas manter o comércio tradicional, vai contra a corrente! Neste caso, achamos que é criativo manter as mercearias (já poucas!) o talho, as oficinas de automóveis, o sapateiro, as lojas tradicionais de roupa, as casas de hóspedes, as creches, etc.
 
Se daqui a 15 anos estes estabelecimentos se mantiverem, prova-se que houve a criatividade de não transformar a zona num “parque temático” só frequentado por determinado tipo de pessoas. Que esta área mantenha fixada a sua população de origem, e que para além das galerias e “lojas de conceito”sobreviva algum comércio tradicional, é nos dias que correm, uma ideia criativa.
 
 
“Abrir” o Museu Nacional Soares dos Reis
 
O Museu Nacional Soares dos Reis fica mesmo na zona de Miguel Bombarda, mas não tem qualquer papel na dinâmica cultural da zona. A nossa proposta vai em dois sentidos:
 
 - utilização dos jardins do museu, por exemplo, nas inaugurações. As características das ruas não facilitam a festa, pelo que os jardins do museu seriam uma óptima alternativa. Tornavam público o uso de uma área muito bonita e que não é do conhecimento da população. Seria uma forma de manter os jardins em bom estado (neste momento, estão quase abandonados).
 
 - organização de uma exposição colectiva constituída por obras dos artistas expostos nas galerias aquando das inaugurações. . Cada artista estaria representado por uma obra nessa exposição temporária, que se renovaria no período seguinte. Deste modo, a arte contemporânea estaria representada no museu, o que nos parece uma proposta fácil de concretizar.
 
A concretização destas duas sugestões traria outra vida ao museu e seria vantajosa para os galeristas e artistas. Mas seria o público quem mais beneficiaria com esta aliança.
 
 
Ir para o Hospital!
 
O Hospital Geral de Sto. António é uma instituição frequentada diariamente por milhares de pessoas. É um grande edifício que combina uma parte antiga e uma outra construída recentemente.
 
Levar a arte para o hospital seria muito positivo para o pessoal que lá trabalha, para os doentes e para as visitas. Sugeríamos que os galeristas e os artistas pensassem numa forma de, com regularidade, organizar exposições numa zona a definir pela administração do hospital. Trazer a arte para o hospital só pode beneficiar quem o frequenta e, também os artistas que dão a conhecer a sua obra.
 
 
Produzir roteiros áudio
 
Uma das perguntas que fizemos no início do ano e que agora nos faz rir, foi a de pensar que teríamos de pagar para visitar as galerias. Por outro lado, não nos sentíamos muito à vontade para entrar nas exposições, porque não estávamos habituados. No período das inaugurações, mas sobretudo, nos outros dias, percebemos que as pessoas não tinham orientação nas suas visitas. Daí ter surgido a ideia de produzirmos um roteiro áudio que nos serviu de ensaio.
 
A nossa proposta para o futuro é que, para cada período de exposição se produza um roteiro áudio a disponibilizar na internet e que poderia ser descarregado pelos interessados. Cada galeria produzia uma parte do texto em que se apresentava a obra exposta, uma biografia do artista e outros dados que considerassem interessantes. Estes roteiros tornariam as visitas mais interessantes e as pessoas ficavam mais cultas. E os artistas conhecidos!
 
 
Criar um espaço para os novos
 
Seria importante constituir um espaço especial para que jovens artistas possam expor os seus trabalhos. Esta estrutura poderia ser gerida por um núcleo de pessoas organizadas num modo flexível que a seguir propomos. Este espaço poderia ser animado por tertúlias, debates, aulas abertas, workshops, etc.
 
 
Organizar de forma inovadora
 
Das entrevistas que efectuámos e das conversas que tivemos deu para perceber que não há muito entendimento entre as pessoas que têm galerias e lojas na zona. Percebe-se que a coordenação está toda centrada nas inaugurações. Nós achamos que nada terá efeito positivo, se não houver uma coordenação de esforços entre todos. Mas achamos que esta organização se deveria abrir a outras pessoas da cidade.
 
Assim, propomos que se constitua uma comissão em que estejam presentes representantes das galerias, das lojas, do museu, da junta de freguesia, dos movimentos de jovens artistas da cidade (que podem não expor na zona mas que têm um papel importante na vida cultural e artística). Por acharmos que as escolas deveriam ter uma presença mais significativa neste espaço propomos que estivesse presente nessa comissão, uma pessoa ou mais pessoas ligadas à educação para estabelecer os contactos e orientar a intervenção junto das escolas.
 
Como na nossa pesquisa encontrámos tantos blogs de pessoas interessadas pela vida do Porto, seria interessante procurar contactar os mais activos para constituir, por exemplo, uma comissão consultiva que ajudasse a pensar a zona na cidade.
 
Achamos que esta proposta, que parece tão simples, é a que exigirá mais esforço e criatividade. Se esta organização se conseguir assegurar, as outras propostas serão fáceis de concretizar. Achamos mesmo que as propostas mais criativas surgirão deste núcleo de pessoas que abrindo-se à cidade, terão possibilidade de colocar Miguel Bombarda no mapa do nosso país e, porque não, da Europa.

 

artigo do grupo bombarte às 23:07
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1 comentário:
De teo dias a 3 de Junho de 2008 às 01:58
pois, pois,

mas deixem as ruas viver.
mas deixem viver as pessoas que vivem nas rua!

IDEIAS NÃO CRIATIVAS:
- limpem as ruas durante o dia.
- permitam o acesso ao Centro de Saúde - há meses que uma placa metálica jaz mesmo à sua porta.
- alarguem os passeios. proíbam o estacionamento nos mesmos. renovem o mobiliário urbano.
- deixem livre o acesso às garagens. renovem o tapete da circulação urbana.
- acabem com as caleiras que jorram sobre os passeios.
- desenvolvam a criação de estacionamento para os habitantes e para os clientes do comércio.
- acabem com a ligação da rua Diogo Brandão até à rua do Breyner.

os outros temas são muito mais vastos.
não creio que se possam "vomitar" ideias criativas sobre a renovação urbana simplesmente baseada sobre uma observação não aprofundada sobre uma artéria como esta.
não conheço os autores do blog.
não sei quando eles "estudaram" esta rua.
não sei se eles sabem que há pessoas que vivem nesta rua.
não sei se se algum deles já passou várias horas a observar a vida. a interrogar-se sobre a vida das pessoas.
também não sei se "eles" sabem que ainda há "ilhas" na RUA MIGUEL BOMBARDA.

mas, meninos...
há PESSOAS e não gente
há comércios.
há vida nesta rua.

não a destruam.
estudem bem a rua e não tentem fazer o que o senhor Auzelle fez do Porto.

há pessoas que vivem e que viverão mesmo depois de as galerias de arte terem desaparecido desta rua.
desculpem.
desculpem-me.
não cubram a minha rua com matérias plásticas, mesmo transparentes.
não quero a minha rua transformada pela senhora Laura Rodrigues, com música.
quero poder sentir o vento que vem do mar ao fim da tarde.
quero ver o sol às seis da tarde do lado da torre da rua de boa nova.
não quero ter que os carrinhos de bebé ou os deficientes não possam chegar ao Centro de Saúde.
não quero que os "morcegos" invadam a rua na altura da "queima das fitas".
quero continuar poder tomar café ao Célia
quero continuar a ir ao Mnipreço
quero continuar tranquilamente aceder à minha porta (de vez em quando) de carro.

- sobre a rua, sobre as suas gentes, sobre a memória, sobre o futuro.... podia continuar a escrever. nem a noite chegaria. nem o espaço que me deixam.

mas tenho a impresdsão que nunca escrevi tanto, da minha prosa, sobre uma "rua da minha terra".


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